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Reforma e acabamento
Muito comum em prédios antigos do Rio, o taco em espinha de peixe pode ser recuperado. Veja como identificar o estado e o que fazer no dia a dia.
Se você já visitou apartamentos antigos no Centro do Rio ou em Botafogo, provavelmente já pisou em um piso de taco em espinha de peixe. É um dos acabamentos que mais marcam os prédios construídos na primeira metade do século XX, e volta a aparecer com força em reformas que preferem preservar em vez de trocar.
Taco é um piso de madeira feito de peças pequenas e maciças, coladas ou pregadas sobre um contrapiso. Diferente do assoalho corrido, em que as tábuas são longas e alinhadas, o taco é montado com peças curtas.
No padrão espinha de peixe, cada peça é colocada em ângulo em relação à anterior, formando um desenho em "V" que corre na diagonal do ambiente. O resultado é um piso com movimento visual, que muda conforme a luz bate.
É um piso de madeira maciça. Isso significa que ele pode ser lixado e receber nova camada de verniz várias vezes ao longo da vida. É a principal razão pela qual vale a pena avaliar a recuperação antes de pensar em troca.
Era um acabamento comum na construção residencial e comercial da época, pela combinação de durabilidade, custo e disponibilidade de madeira. Muitos prédios do Centro e de bairros mais antigos foram entregues com esse piso.
Ao longo das décadas, parte desse estoque foi coberta por outros revestimentos: carpete, vinílico, porcelanato. Em muitos casos, o taco continua embaixo, preservado.
Nem todo taco é recuperável, mas a maioria é. O diagnóstico é simples e não precisa de ferramenta:
Em geral, um taco com poucas peças soltas, sem umidade e sem cupim, se resolve com lixamento e nova camada de acabamento.
Madeira maciça pede pouco, mas pede constância.
Do ponto de vista prático, preservar costuma fazer sentido quando o piso está estruturalmente são. O custo de recuperação tende a ser menor que o de trocar por outro revestimento, e o resultado é um piso maciço, que não existe na mesma faixa de preço em opções laminadas.
Há ainda uma razão de mercado: em prédios antigos, o taco em espinha de peixe é um diferencial. Quem procura esse tipo de imóvel muitas vezes está procurando exatamente por isso.
Trocar passa a fazer sentido quando há comprometimento estrutural, umidade recorrente sem solução ou cupim avançado.
Algumas unidades que passaram pela reforma da Portalis mantiveram o taco em espinha de peixe e ganharam acabamento novo. Dá para ver o resultado nas fotografias:
Se você quer saber o que foi preservado em uma unidade específica, fale com a equipe. Como acompanhamos a obra, conseguimos responder o que foi mantido e o que foi trocado.
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